Quem jogou The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo 64 provavelmente não esqueceu a primeira vez em que saiu da Floresta Kokiri e viu Hyrule se abrindo diante de Link.
Em 1998, aquilo parecia gigantesco.
Quase três décadas depois, a Nintendo tenta provocar novamente essa sensação.
Mas existe uma pergunta especialmente importante para quem já conhece cada música, templo e personagem: vale pagar para viver praticamente a mesma aventura outra vez?
A resposta depende principalmente do que você espera de um remake.
O novo Ocarina não tenta reinventar a história.
Não existe uma campanha totalmente diferente nem um sistema de combate reconstruído do zero.
A Nintendo escolheu preservar a estrutura que tornou o original tão influente e modernizar aquilo que envelheceu.
E essa decisão tem vantagens.
Hyrule ganhou muito mais detalhes. Cenários que no Nintendo 64 dependiam bastante da imaginação agora têm vegetação, iluminação, objetos e arquitetura muito mais elaborados.
Os controles também fazem diferença maior do que parece.
A câmera agora é controlada pelo analógico direito, Link pode correr, saltar manualmente e acessar itens de forma mais rápida.
Para quem voltou ao original nos últimos anos, essas mudanças retiram parte da fricção sem descaracterizar o jogo.
A trilha orquestral e as cenas dubladas também mudam bastante o clima.
É o mesmo momento da história, mas apresentado de outra forma.
Nem tudo mudou
Quem esperava novas grandes áreas, novas masmorras ou uma campanha completamente diferente pode considerar o remake conservador.
A estrutura principal continua muito próxima do original.
O valor da nova versão está menos em descobrir uma aventura inédita e mais em redescobrir uma aventura conhecida.
Então vale a pena?
Se Ocarina of Time está entre seus jogos favoritos e você gosta de revisitar clássicos, provavelmente sim.
Para quem conhece o jogo tão bem que precisa de conteúdo totalmente novo para justificar outra campanha, a decisão é menos óbvia.
O remake parece existir justamente no equilíbrio entre nostalgia e modernização.
E talvez essa seja ao mesmo tempo sua maior qualidade e sua maior limitação.



